O casamento de Maria Victória evidencia desprezo pelo povo.

O casamento da deputada Maria Victória revela muito do que os coronés, digo, a elite de direita pensa do povo. Revela desrespeito com a população. Não estão nem aí para o povo.  Fazem o que querem e ponto. O povo que se f…

O povo não gostou do circo montado por Maria Antonieta, digo, Maria Victória. E como a deputada esqueceu o pão, o povo resolveu a situação e jogou ovos nos noivos.  “En la lucha de clases todas las armas son buenas. Piedras/Noches/Poemas”. Paulo Leminski. Yo añadiria mierda y orina. Caro leitor, não sei como não tiveram  a ideia de jogar merda e urina. Imagine o alvoroço. Sacos de merda voando e convidados “elegantérrimos” correndo.

Para uma família que tem fonte de renda oriunda do setor público, a cerimônia soou como um escárnio à população e parte desta respondeu a altura.  Mami é Vice-governadora. Papi é Ministro da Saúde e já foi prefeito de Maringá – PR, cujo posto é ocupado pelo tio paterno, mas já foi do avô paterno. O titio materno entre outras coisas foi vereador de Curitiba e, recentemente, esteve envolvido na operação Quadro Negro que é aquele escândalo em que o Governo Rixa pagou para a Construtora Valor construir escolas. Pago foi, mas elas não foram construídas. Em alguns casos, nem a fundação foi feita. E a noiva é Deputada Estadual que no passado se escondeu dentro de um Camburão de polícia, para votar a favor do saque ao fundo de aposentadoria dos servidores. Precisa mais?

Precisar não precisa, mas tem. Papi defendeu corte no Bolsa Família. Ideia defendida pela noiva na Assembleia Legislativa do Paraná. “Que aprendam a pescar” disse a nubente. Querem que os pobres pesquem sem ter vara e anzol, enquanto eles pescam com tarrafa (rede de pesca) nos cofres públicos. Defendem um estado mínimo, para o povo, mas vivem de mamar nas tetas da viúva. No governo golpista, papi foi agraciado com o cargo de ministro da saúde e disparou algumas pérolas: “Homens procuram menos o sistema de saúde do que as mulheres, porque trabalham mais”; “Pacientes imaginam doenças”; “É preciso rever o tamanho do SUS”; “os usuários devem migrar para os planos de saúde privados”. Neste ponto é preciso lembrar que os principais financiadores da campanha para Deputado Federal de Ricardo Barros foram os planos de saúde privados. Lobby? Também disse a celebre frase: ”Exames com resultados normais são desperdícios para o SUS”. Esta fala explicita erro de entendimento, porque é justamente o contrário. Resultados normais de exames são ótimos para o SUS, porque os diagnosticados não precisarão de internamento e tratamento médico, o que evita mais “gastos”. Mas o que fica explicito no conjunto das falas é o desprezo que o Ministro da Saúde tem pelo povo brasileiro que necessita do SUS, por não ter alternativa.

Tudo tem um limite e creio que a paciência do povo está chegando ao fim. É aquela história da panela de pressão, que um dia estoura.

A cerimônia de casamento explicita dois Brasis. Um dos “coronés” que tudo podem, desprezam o povo e só colhem bônus dos setores privado e público. É explicito que eles não diferenciam estado de família. Vivem numa espécie de Disneylândia tropical e acreditam que são herdeiros das capitânias.  O outro Brasil é formado pela população que só fica com o ônus dos setores privado e público. E não pode nem protestar, porque as forças repressivas, pagas com dinheiro público, estão sempre de prontidão para lhe calar a voz.

Conseguiram a oposição até da imprensa local, burguesa e adesista, por realizar a festa no Palácio Garibaldi que é tombado e não é local para festas. Caro leitor, se quisesse casar sua filha naquele local, crê que teria êxito? Não. Isto é somente para “coronés”. Papi disse que a única coisa não feita foi o desejo da nubente de ir a pé da Igreja do Rosário, construída por escravos e conhecida como Igreja dos Pretos, até o Palácio Garibaldi. A fala explicita que resolveram fazer a festa naquele local e fizeram. Quem não gostou…  Quanto a caminhada da Igreja até o Palácio, decerto na cabecinha da nubente, imaginou-se a Cinderela na Res pública europeia de Curitiba e que o povo a aplaudiria. Tola e arrogante.

A breguice da “aristocracia” das Terras das Araucárias foi boa para o povo ver o a indiferença que a “elite” tem por ele. Repito, paciência tem limite e se a panela de pressão não for retirada do fogo no momento adequado, estoura.

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