A “vitória” dos derrotados.

A “vitória” dos derrotados.

 

Aqueles que foram derrotados quatro vezes consecutivas nas urnas encontraram uma maneira de vencer. Deram um nó em pingo de água e desprezaram a vontade do povo. Sapatearam em cima de 54 milhões de votos. Após perderem nas regras por eles estabelecidas, a eleição da democracia burguesa, utilizaram de artimanhas para aplicar um golpe branco e retirar a Presidenta eleita pelo povo para fazer as “mudanças” que julgam necessário. Tais mudanças jamais seriam aprovadas pelo povo em eleição ou plebiscito, daí a necessidade do golpe.

Por derrotados nomeio aqueles que não votaram na Presidenta Dilma Rousseff. O leque é variado e compõe-se de trabalhadores de direita, pequenos burgueses. Pessoas com grande influência na sociedade tais como juízes, grandes empresários, proprietários e jornalistas da grande mídia, que está na mão de seis famílias. Passa pela maçonaria, grupelhos fascistas e neonazistas. Adicione a este rol os deputados federais que não possuem currículo, mas ficha corrida.

Com o slogan de combate a corrupção eles unificaram o discurso para impor uma narrativa que desse uma aparência de legalidade ao golpe. A vitória deles foi tão horrível que se fizéssemos uma analogia com uma partida de futebol vencida na mão grande, diríamos que eles venceram com um gol impedido e feito com as mãos.

As forças ocultas, citadas por Jânio Quadros no passado, desvelaram-se e não tiveram pudor de utilizar  meios sórdidos para obterem seus intentos. Jogaram sujo na cara dura. Montaram o circo e sobrou para o povo fazer o papel do palhaço. Os líderes dos derrotados conseguiram fazer multidões desfilar atrás de um enorme pato amarelo de borracha jurando que não pagariam o pato, mas pagaram pato e mico. Continuam pagando ao ter seus direitos retirados e vendo políticas públicas que transferem parte de suas minguadas rendas para os mais abastados da nação.

 

A grande mídia fez e faz o papel da ala de frente ecoando o discurso daqueles que fazem os trabalhos de bastidores, são eles os políticos de direita, os intelectuais de direita e grande parte do judiciário. Um fala e outro amplifica o discurso unificado e ritmado, fornecendo aos pequenos burgueses, digo, trabalhadores de direita, material para explicitarem o ódio que sentem do movimento trabalhista, ou seja, lutam contra si e aqueles que lutam pelos seus direitos. Trabalhador de direita é contra sindicatos de trabalhadores, mas não abre mão dos benefícios conseguidos através de árdua luta.

Os derrotados seguem saboreando sua “vitória” ao retirar direitos trabalhistas, diminuir os salários dos trabalhadores e instalar pânico na classe assalariada. Trabalhador assustado é mais fácil de administrar. Pretendem fazer a reforma da previdência no “couro do povo” porque políticos, juízes e militares ficam de fora da reforma previdenciária. Congelaram os investimentos por vinte anos, ato que garante ao povo desemprego e nenhuma perspectiva de melhoria salarial.

A sobremesa desta “vitória” é a tentativa de destruir o já precário sistema educacional que o país possui. Evidenciando o seu desprezo pela nação e pelos trabalhadores, querem impedir o acesso destes a educação. Elegeram a educação como a inimiga. Retiram direitos dos professores, promovem o sucateamento do ensino público através do corte de investimentos e não escondem a intenção de privatizar as universidades federais. Vendem ativos da nação como o pré-sal, inicialmente projetado para ser a garantia de investimentos no sistema educacional. O combate à educação é estratégico e acontece porque ela desperta consciências e remove as escamas dos olhos daqueles que veem, mas não enxergam. Os derrotados “vencedores” andam na contramão da história ao impor suas vontades goela abaixo do povo. O resultado está a nossa vista e é desprezível.

A cereja do bolo é a condenação, sem provas, do ex-presidente Lula. A condenação é necessária para a continuidade do golpe e fragilização dos trabalhadores e movimentos populares. A empreita atual dos “vitoriosos” é impedir que os trabalhadores organizem-se e disputem as próximas eleições, porque temem o grito que vai ecoar das urnas.

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